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O arquivista hermeneuta: arquivística, comunicação e cultura
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O arquivista hermeneuta: arquivística, comunicação e cultura
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Resumo
Penso ter sido escolhido para falar neste evento por efeito dos serviços prestados à comunidade arquivística brasileira. Escrevi alguns títulos e participei em alguns projetos realizados em Brasília e no Rio de Janeiro. Viajei pelo país, dando cursos, consultorias e participando em congressos e outros eventos. Ensinei arquivística na Universidade de Brasília e na Universidade Federal Fluminense. Fiz diversas pesquisas sobre temas arquivísticos. Conheci, de perto, profissionais e professores de arquivística do Brasil e de outros países da América Latina. Fui ao exterior buscar um melhor esclarecimento sobre os problemas da área, como consequência, trouxe para aqui novas perspectivas. Tive contratos próximos com as arquivísticas canadenses e com a arquivística de Estado francesa. bem como, com as praticadas no Uruguai, na Argentina e no México. Jamais imaginei que no Brasil a arquivística poderia ser igual a de outros países. Entretanto, continuo achando que o intercâmbio internacional é necessário à sua oxigenação. Uma visão excessivamente paroquial isola os arquivistas brasileiros do mundo. Seu inverso, isto é, uma visão de submissão ao que vem de fora, produz o engessamento frente à realidade envolvente. Logo, busquei o equilíbrio entre o universal e o particular, acreditando que poderia contribuir para o desenvolvimento da arquivística brasileira. Durante um pouco menos de duas décadas trabalhei com o tema e isto está registrado em tudo o que escrevi, nos trabalhos que fiz e na memória de quem me conhece há mais tempo. Estes são testemunhos dos meus esforços. Creio que tudo isto me trouxe de volta à brava cidade de João Pessoa, onde volto a reafirmar o que penso sobre o assunto, pela terceira vez. Espero que o sentido da minha fala seja compreendido em toda sua razão e sentimento, Não tenho a pretensão da verdade. Sou testemunho dos problemas arquivísticos brasileiros e, ao mesmo tempo, alguém que polemizou e buscou encontrar um caminho. Naveguei por mares turbulentos, sabendo, como o poeta, que "navegar é preciso", isto é, correr riscos é necessário para se obter algo de novo, a altura das necessidades do país de qual sou filho e pelo qual sempre procurei dar o melhor. Enfrentei as dificuldades dos que ousam desafiar os deuses e, sobretudo, a alguns de seus mais patéticos profetas. Parti do princípio que a única verdade respeitável é aquela obtida pelo esforço intelectual e pelo trabalho prático. Não fiquei sentado esperando a banda passar e nem acreditando que a realidade humana é natural e imutável. Ao contrário, fiz e continuo fazendo o que posso para transformá-la, só que agora em outra posição. Agradeço, mais uma vez, pelo convite e peço, respeitosamente, que ouçam com atenção o que tenho a dizer.
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O texto do resumo refere-se à apresentação da palestra no evento.

