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PLANOS DE CONTINGÊNCIA COMO ESTRATÉGIA DE PRESERVAÇÃO E RESILIÊNCIA: Salvaguarda de Acervos Documentais em Instituições Públicas
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PLANOS DE CONTINGÊNCIA COMO ESTRATÉGIA DE PRESERVAÇÃO E RESILIÊNCIA: Salvaguarda de Acervos Documentais em Instituições Públicas
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Resumo
A intensificação de desastres naturais, como enchentes e deslizamentos, tem exposto a fragilidade estrutural de edifícios públicos e a falha na implementação de políticas de prevenção de riscos, especialmente no que diz respeito à preservação de acervos documentais. A catástrofe ambiental ocorrida no estado do Rio Grande do Sul em 2024 evidenciou, de maneira alarmante, a vulnerabilidade dos arquivos institucionais diante de eventos extremos, destacando a escassez de protocolos de resposta adequados. Este cenário revela a necessidade urgente de refletir sobre como as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), que guardam documentos essenciais à memória acadêmica e à identidade institucional, devem fortalecer seus processos de proteção ao patrimônio documental. Este estudo propõe um modelo de plano de contingência para a salvaguarda de acervos nas IFES, abordando três eixos fundamentais: prevenção, resposta e recuperação. As ações recomendadas incluem o mapeamento de riscos, com análise da infraestrutura e das características das instituições e capacitação contínua das equipes envolvidas na gestão e conservação de documentos. A definição de rotinas de emergência, com protocolos claros de ação e treinamentos periódicos, é crucial para garantir uma resposta rápida e eficaz em situações de crise. Técnicas emergenciais, como o entrefolhamento, secagem ao ar livre ou mecânica ou ainda congelamento de documentos afetados por água, são apresentadas como estratégias essenciais para mitigar danos irreparáveis aos acervos. Ademais, a digitalização preventiva e a criação de cópias de segurança emergem como medidas fundamentais para a continuidade da gestão institucional em caso de desastre. A interrupção no acesso e consulta aos documentos compromete a transparência, a eficiência na prestação dos serviços e o atendimento à sociedade, além de prejudicar a continuidade das atividades acadêmicas. A adoção de normas e diretrizes internacionais em conjunto com as experiências brasileiras recentes, são essenciais para a construção de um plano de contingência robusto e eficaz nas IFES. Além disso, a gestão pública deve se comprometer de forma estratégica e ética com a preservação da memória institucional, reconhecendo sua importância não apenas para a proteção de bens culturais, mas para a continuidade da história e da identidade das instituições de ensino superior. A elaboração e implementação de um plano de contingência para a preservação de acervos nas IFES não é apenas uma questão de segurança patrimonial, mas uma medida essencial para garantir a resiliência institucional e a preservação da história do ensino superior no Brasil. O comprometimento técnico, ético e estratégico por parte das gestões públicas é imprescindível para assegurar que a memória coletiva seja protegida e que as IFES possam mitigar desastres e enfrentá-los com agilidade, eficiência e responsabilidade.
Palavra-Chave
Gestão > Gestão de riscos | Memória > Memória Institucional | Plano de contingência | Preservação > Preservação Documental | Resiliência institucional
Relacionado à Obra
Organizador(es)
BOTTI, Pedro Ribeiro | FERNANDES, Érika Campos Martins | GARCIA, Marcelo Lacerda | PAIXÃO, Daniel de Brito | RAMOS, Júnia Terezinha Morais | REIS, Lilian Aparecida Moreira | SILVA, Maria Juliana Nunes da | VOLPIN JUNIOR, Marcos
Editora
Natureza
Sessão
Comunicações Orais
Páginas
19
