Este artigo propõe uma investigação sobre a história do Brasil colonial e a arquivística, analisando os acervos eclesiásticos brasileiros. O exame das leis e normativas canônicas sob uma perspectiva arquivística lança luz sobre como a Igreja Católica no Brasil colonial produzia seus registros documentais. O objetivo principal é analisar a legislação canônica produzida pela Igreja Católica, evidenciando as particularidades das normativas propostas nas Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia (1707), que serviram de base para a produção dos documentos acumulados nos arquivos eclesiásticos brasileiros. Busca-se também investigar, de forma comparativa, as principais normativas elaboradas pelo Brasil e pelo Vaticano, desde o século XVI até o século XVIII, identificando semelhanças e complementaridades entre as legislações desses países. A metodologia de trabalho está baseada nos métodos de análise diplomática e análise tipológica para investigar as principais peças legislativas produzidas desde os primeiros anos de colonização. Destaca-se as especificidades das legislações canônicas que influenciaram na produção documental e na preservação de arquivos eclesiásticos ao longo da história do Brasil. Enfim, o artigo propõe que a arquivística oferece mecanismos que auxiliam o entendimento dos documentos eclesiásticos e o contexto sóciohistórico no qual foram produzidos