O recente crescimento da Inteligência Artificial após a liberação da API do GPT tem impulsionado o desenvolvimento de soluções para automatização de tarefas. Diversas áreas de estudo têm se beneficiado dessa integração, produzindo novas ferramentas inteligentes. Este estudo investiga a hipótese de que a Inteligência Artificial Generativa pode aprimorar a eficiência e precisão da técnica de descrição arquivística, utilizando como objeto de estudo a obra Eu, Robô de Isaac Asimov. A escolha desta obra, um clássico da ficção científica sobre a interação entre humanos e robôs inteligentes, reflete a visão futurista de Asimov, um mundo onde as máquinas inteligentes são inevitáveis e se ocuparão de tarefas profissionais. Para tanto, foi desenvolvido o CLARA – um protótipo que utiliza os modelos generativos da OpenAI para analisar documentos e gerar descrições arquivísticas – adotando os seis elementos obrigatórios da NOBRADE. Os resultados preliminares demonstram a eficácia da Inteligência Artificial Generativa na produção de descrições precisas, com potencial para transformar a prática arquivística, tornando os acervos mais acessíveis e dinâmicos. A pesquisa conclui que a colaboração entre humanos e a Inteligência Artificial é o caminho mais promissor a se seguir e que o arquivista do futuro deve possuir novos predicados para adaptar-se às novas ferramentas inteligentes.