O presente relato de experiência tem como objetivo apresentar a execução e avaliação da vivência do projeto “Tocar as paredes do tempo: conhecendo o patrimônio arquitetônico da Universidade Federal do Ceará (UFC)”, realizado pelo Memorial da UFC, em parceria com a Secretaria de Acessibilidade da referida universidade. A proposta nasceu a partir da problemática em possibilitar às pessoas com deficiência visual o acesso aos bens culturais e à memória coletiva. A ação contemplou percurso e visita guiada entre as unidades da universidade e a exposição de fotografias do acervo da UFC, no Salão Nobre da Reitoria. Participaram do projeto oito estudantes e dois servidores com deficiência visual. Utilizou-se como metodologia a pesquisa bibliográfica, exploratória, qualitativa e uma pesquisaação e, ademais, o uso de recursos de tecnologia assistiva: audiodescrição, impressão em braille, peça tátil e réplica em 3D, cujos recursos comunicacionais mediaram o acesso às imagens estáticas. Como aporte teórico a pesquisa fundamentou-se nas reflexões sobre acessibilidade cultural discorridas por Sarraf (2018), a importância do registro fotográfico enquanto bem cultural para Kossoy (2012) e Carboni (2020) e o entrelace entre patrimônio cultural e a memória nas palavras de Halbwachs (1990), Le Goff (2003) e Pollak (2007). Como principais resultados, buscou-se ampliar o repertório de ações e atividades práticas que possibiltem às pessoas com deficiência a acessibilidade cultural através dos registros fotográficos enquanto acesso à memória e à cultura.