O artigo examina, inicialmente, a problemática dos arquivos pessoais e de família, sublinhando as mudanças ocorridas no que se refere à concepção e à custódia desses documentos. A autora analisa principalmente os arquivos de políticos, aos quais o acesso é complicado devido à presença de dois interesses opostos: o direito individual à propriedade privada e à privacidade, de um lado, e, de outro, os interesses público e acadêmico. Um segundo ponto analisado refere-se aos documentos de interesse pessoal mantidos nos arquivos públicos, principalmente aqueles criados por instituições repressoras. O acesso a esses documentos, obtidos freqüentemente através de circunstâncias que violam os direitos humanos, deve ser assegurado, em nome do exercício dos direitos individuais e do interesse de pesquisa, sem ameaçar a privacidade das pessoas em questão.