Resumo
Nessas duas últimas décadas viu-se o boom da memória, e esse, talvez, tenha sido o combustível para a aproximação entre lugares e práticas de memória. A relação documento, arquivo e museu de arte, antes pareciam muito mais campos de funções e conceitos isolados entre si, sob esse prisma, ganha complexidade. Não se pode perder de vista que as obras contemporâneas, seja em sua materialidade, seja a partir da necessidade do registro devido a sua efemeridade, passaram a produzir um volume expressivo de documentos cujo destino, na maioria das vezes, são os museus. Vale questionar, nesse sentido, como os museus de arte incorporaram práticas arquivísticas para lidar com conjuntos documentais? Buscando respostas, esse projeto, ao se estruturar em terreno multidisciplinar, propõe uma incursão sobre o tema a partir de um diálogo com a arte, a memória, a história, a arquivologia e a museologia, tencionando refletir sobre o documento e o arquivo no museu de arte e quais as funções a eles relegadas no contexto contemporâneo brasileiro.