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Identificação arquivística ao estudo da tipologia documental do Arquivo do Professor Francisco José de Abreu Matos (1924-2008) do Horto de Plantas Medicinais da Universidade Federal do Ceará
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Identificação arquivística ao estudo da tipologia documental do Arquivo do Professor Francisco José de Abreu Matos (1924-2008) do Horto de Plantas Medicinais da Universidade Federal do Ceará
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Resumo
Esta comunicação discute a importância do estudo da identificação arquivística para a análise do acervo arquivístico do Horto de Plantas Medicinais da Universidade Federal do Ceará, especificamente do arquivo do professor e pesquisador Francisco José de Abreu Matos, idealizador do Programa “Farmácias Vivas”. O presente estudo tem por objetivo analisar a gênese dos documentos que compõem o arquivo do pesquisador, revelando os atributos que conferem identidade aos documentos e o seu vínculo arquivístico, que está diretamente relacionado aos procedimentos que lhe deram origem, sua natureza e funções e que caracterizam a proposta desta investigação que aplica a metodologia da identificação arquivística para estudar um conjunto documental tão específico como o do “arquivo científico”. Nesta perspectiva, contextualiza os limites tênues entre o arquivo público e o arquivo privado, desafio que se intensifica diante das especificidades desses documentos dos arquivos científicos para definir o produtor do fundo. Os documentos que fazem parte desse acervo são resultantes do trabalho cotidiano do professor e pesquisador Matos e se entrelaçam entre os documentos de cunho pessoal (privado) e institucional (público), corroborando para que o pessoal possa vir a integrar o institucional de acordo com a importância e vínculo do titular com a instituição depositária. O arquivo é composto por documentos textuais, iconográficos, audiovisuais, e outros documentos resultantes de homenagens e honrarias. O pesquisador foi precursor de programas de fitoterapia no Brasil, idealizador na Universidade Federal do Ceará (UFC) do programa “Farmácias Vivas”, voltado à assistência social farmacêutica a partir do emprego científico de plantas medicinais acessíveis, sobretudo à população carente, tornando-se por sua vez referência para o nordeste brasileiro com repercussão nos estudos da Farmacologia e reconhecimento da ciência no âmbito nacional e internacional. Apesar de sua grande visibilidade seja como docente, pesquisador e/ou gestor, identificar e tratar este conjunto de documentos que comprova cientificamente o saber popular em ações fitoterápicas da farmacopeia brasileira é assumir a tarefa de tornar os conhecimentos empíricos por ele registrados nos documentos que compõem o arquivo, em conteúdos que promovam a popularização da ciência. Neste âmbito, o arquivista deve compreender a produção documental realizada pelos cientistas em suas mais diversas áreas de pesquisa ao mesmo tempo em que o cientista deve ter ciência sobre a importância do trabalho do arquivista e de sua metodologia no que tange aos procedimentos de identificação, classificação e descrição desses documentos para melhor salvaguardá-los e torná-los acessíveis. É preciso questionar a relação que os cientistas mantêm com os documentos produzidos nos laboratórios, o que justifica a escolha da metodologia de identificação arquivística, que tem por objeto de estudos o órgão produtor associado ao estudo da tipologia documental, o que tem motivado os profissionais da área a repensarem os procedimentos para o tratamento de documentos acumulados nos arquivos buscando a melhor forma de estudar e compreender as relações que os documentos mantêm com a sua origem. A compreensão do trabalho do cientista e do trabalho do arquivista são desafios a serem transpostos, por um lado, o arquivista deve estar preparado a trabalhar com a documentação resultante das práticas científicas independentemente da área do produtor, contribuindo para um melhor tratamento do arquivo, difusão e construção da memória da ciência. Ao mesmo tempo, o cientista deve melhor compreender o trabalho do arquivista atuando junto ao mesmo desde o momento da criação da documentação de modo que o arquivista possa promover procedimentos de gestão, preservação e acesso ao seu conteúdo que muitas vezes estão dispersos no laboratório.
Palavra-Chave
Arquivos > Arquivos científicos | Arquivos de laboratório | Identificação > Identificação arquivística | Tipologia > Tipologia Documental
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Organizador(es)
Editora
Natureza
ISSN ou ISBN
978-65-991726-4-9
ISBN
978-65-991726-4-9
Sessão
Arquivos pessoais
Páginas
1-19