Resumo
Diante do panorama político econômico e social brasileiro, pode-se pensar que a formação profissional, em nível de 3º grau, vincula-se a falta de infra-estutura das escolas formadoras, do despreparo dos docentes em relação a qualificação e própria desmotivação em relação às questões salariais e financeiras, além do desinteresse e falta de base e recursos dos discentes integrantes. Estes são alguns complicadores para uma plena formação profissional. Observa-se que boas intenções existem, porém não se viabiliza nada apenas com boas intenções. Necessário se faz agir, empreender, todavia, com que condições? Já que se esbarra com a realidade política das universidades no que diz respeito à própria qualificação de seus docentes, além das “prioridades” de algumas áreas acadêmicas, tornando quase inviáveis outras áreas. Não se pode falar em reformulação curricular visando à otimização da formação profissional, sem mencionar a necessidade de contratação de docentes. Este assunto vincula-se ao jogo de poder, interesse e prestígio que cada curso tem dentro de uma gestão, pois sabe-se que não basta a necessidade de aliado à vontade de fazer. É preciso aguardar o momento de ser atendido. Sabe-se que discorrer sobre a realidade universitária que todos conhecem ou que deviriam conhecer, nada resolve, podendo parecer mais uma oportunidade para se exibir, neste momento, o “obscurecimento” de toda uma gestão. O que se deve, isso sim, é mostrar claramente o que de real se fez e o quanto se conseguiu para modernizar o currículo de Arquivologia, pelo menos na Uni-rio. Assim, nossa proposta, nesta oportunidade, se é uma prestação de contas, nunca será uma confissão heroica.