Resumo
Este trabalho busca apresentar questões referentes ao tratamento arquivístico do Arquivo Dinah Silveira de Queiroz custodiado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro. A ABL possui em seu Arquivo documentos de seus membros, estes denominados Acadêmicos. Estes Arquivos podem ser constituídos por Fundos e/ou Coleções. Os Fundos são compostos pela documentação produzida e acumulada pelo próprio titular e as Coleções são constituídas pela documentação acumulada pela ABL ou por terceiros a respeito de seus Acadêmicos. Até 2011, o Arquivo Dinah Silveira de Queiroz (DS) constituía-se da Coleção composta por 423 documentos. Entretanto, como neste ano comemora-se o centenário de nascimento de Dinah, a Instituição recebeu, através da doação de seus herdeiros, 25 caixas de papelão, onde uma parte da documentação foi utilizada na exposição “Dinah, caríssima Dinah”, realizada na sede da ABL e, posteriormente, incorporados ao Arquivo. Dinah se auto-definia como mãe, mulher e escritora, nesta ordem. Natural de São Paulo, nascida em 09/11/1911 e falecida em 27/11/1982, na mesma cidade, é autora de romances como “A Muralha” e “Floradas na Serra”, contista e cronista de diversos jornais do país. Apesar de não ter sido a primeira Acadêmica, foi pioneira na luta pelo direito à entrada na Instituição. Além disso, foi Embaixatriz e adido cultural do Brasil. Na Coleção de seu Arquivo, há a série Hemeroteca, com 404 recortes de jornal, no período compreendido entre 1941 e 1988. Esta série é composta por crônicas da própria escritora e notícias a seu respeito e suas atividades. Através da análise da organização da Coleção Dinah Silveira de Queiroz objetiva-se abordar a metodologia adotada no tratamento de Arquivos Pessoais em Instituições Privadas, suas dificuldades, os resultados obtidos e a questão dos periódicos enquanto documentos de Arquivos.