Este artigo pretende discutir a questão das águas, seja a obtenção de água potável, seja o escoamento das águas pluviais, bem como dos dejetos, na cidade do Rio de Janeiro, no período em que a Família Real aqui esteve. A essa época, a cidade do Rio de Janeiro era, segundo relatos médicos, insalubre, úmida, quente, abafada. A construção de chafarizes e aquedutos, a abertura de canais e valas foram algumas das estratégias adotadas, tanto pela população, quanto pelos governantes, para melhorar a condição insalubre da cidade. Para essa análise são utilizadas cartas, jornais, relatórios médicos, relatos de viajantes, bem como obras historiográficas sobre o período.
This article intends to discuss matters related to water, either in obtaining drinking water, or drainage of rainwater and sewage in Rio de Janeiro, during the period the Portuguese royal family was established there. At that time, accordingly to medical reports, the city was unhealthy, humid and hot. The construction of fountains and aqueducts and the opening of canals and channels were some of the strategies used both by the people and the government to improve the city’s sanitary conditions. Contemporary letters, newspapers and medical reports were used to make this analysis, as well as traveler’s journals and historical works.