A memória sempre existiu, antes era apenas oral e depois passou a ser escrita. Com o avanço das tecnologias essa memória passa, também, a ser registrada por meio de fotografias. Os estudos sobre a temática da memória estão sendo bastante discutidas em meios acadêmicos e em âmbito social, como prática e também como representação da sociedade. Logo a memória encontra-se como suporte dos processos de identidade e tem relação direta com os arquivos. Este artigo tem como objetivo a conservação da memória social, do que fomos e somos, expressando o resultado do processo cultural que permite ao paraibano o conhecimento e a consciência de si mesmo e do ambiente que está em sua volta, a partir dos jornais impressos da cidade de João Pessoa. Sendo o jornalismo capaz de transformar realidades e tendo em seu conteúdo o caráter histórico, é imprescindível a preservação dessa memória fotográfica a qual tem o poder de construir identidades culturais. O recorte teórico contempla em sua literatura autores como: Nora (1993); Pollak (1989); Halbwachs (1990) e Kossoy (2001) que abordam temáticas pertinentes a pesquisa: memória, fotografias e arquivos fotográficos. Portanto, conclui-se que a memória deve ser preservada, não apenas a memória escrita, mas as imagens que guardam a imortalidade de um momento.