Resumo
O Grupo de Trabalho sobre Tratamento de Acervo e Uniformização de Linguagem, um dos seis grupos de trabalho técnicos constituídos pelo Comitê Brasileiro de Arquivos e Centros de Documentação dos Trabalhadores e suas Organizações - COBRAT, teve como objetivos iniciais discutir todo o processamento técnico do acervo de arquivos e centros de documentação e a formação de recursos humanos para tanto. A proposta de ação do GT foi apresentada por sua coordenadora nacional, a Central de Documentação e Informação Científica - CEDIC-PUC/SP, em agosto de 1992. Nessa ocasião, decidiu-se também subdividir o GT em Coordenações Regionais, a fim de facilitar o desenvolvimento dos trabalhos e a adesão de entidades com menos recursos financeiros. Foram criadas Coordenações Regionais nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Como primeira atividade, solicitou-se aos arquivos e centros um documento sobre suas atividades de processamento técnico e seus recursos humanos com base em itens fixados pela Coordenação Nacional (temas prioritários, formas de aquisição, metodologia de organização, formas de recuperação da informação etc.). A partir desses documentos, foi elaborado o Relatório nº. 1 do GT, discutido nas reuniões regionais em São Paulo e no Rio de Janeiro entre março e abril de 1993. Nestas reuniões, ficou patente a diversidade da natureza dos acervos das entidades – membro do GT: arquivos propriamente ditos; centros de documentação com arquivos, coleções, hemeroteca e biblioteca; centros de documentação com coleções de documentos em torno de temas. Assim, tivemos que rever os objetivos iniciais, muito amplos, e retomamos as atividades do Grupo, em março de 1994, em São Paulo e no Rio de Janeiro , com nossa ação voltada para dois campos de interesse comum, que favorecerão o intercâmbio de informações, respeitando a especificidade de cada acervo: 1) discussão e elaboração de normas de descrição que levem em conta os diferentes níveis em que essa descrição se dá nos arquivos e centros, possibilitando a constituição de uma base descritiva comum; 2) discussão e elaboração de um vocabulário controlado (na hierarquizado), que possa constituir-se em linguagem básica comum a ser utilizada na recuperação da informação. Propomo-nos, neste trabalho, a refletir sobre os impasses e possibilidades que se colocam nas tentativas de alcançar tais objetivos e, ao mesmo tempo, sobre a urgência, imposta pela própria realidade social, de estabelecer e ampliar o intercâmbio de dados sobre nossos acervos, sobretudo informatizado, coro fator decisivo para a democratização da informação.