Resumo
Analisa os conceitos de arquivo e memória de acordo com a teoria da Análise do Discurso. Afirma que a AD vai deslocar o significado secular de arquivo como local de guarda de documentos, acervo ou conjunto de papéis de uma empresa, denunciando os aspectos formais e estratégicos do poder em determinar os sujeitos que podem ou não interpretar o arquivo. Busca ampliar o conhecimento sobre arquivo e memória, considerando os como centrais e indicadores da imagem da Arquivologia. Contribui para desvendar que o processo de construção dos sentidos encobre uma divisão social da leitura e a existência de diversos papéis na tarefa de interpretação do arquivo e na construção da memória, compreendida pela arquivística, é unidirecionada, a ela importa a entidade produtora do acervo, limitando o trabalho do arquivista ao tratamento dos documentos e à busca de fontes e dados.