Resumo
O artigo apresenta um cenário de atuação do arquivista num contexto de efervescência da memória, da memória como objeto de desejo, de dever de memória, da patrimonialização e de preocupações com a ordem e a aceleração do tempo, que estariam constituindo para os arquivos um contexto de projeção social. O trabalho do arquivista contribui para sua auto identificação como sujeito e agente da historicidade, como formador da memória e promotor da visão do arquivo como resultado da experiência humana. Se os arquivistas forem capazes de identificar e de se identificar nesse contexto, a proeminência do seu fazer e o poder dos arquivos estarão contribuindo para que a sociedade, por meio dos arquivos, possa identificar-se, produzir sentido, revelar a justiça e tomar conhecimento dos fatos, principalmente os traumáticos e sensíveis.