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Camargo Guarnieri escreve cartas: música, memória e arquivo
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Título
Camargo Guarnieri escreve cartas: música, memória e arquivo
Autor(es)
Resumo
Este artigo discute, a partir da experiência de organização e leitura da série correspondência do fundo Camargo Guarnieri, como a escrita epistolar e o cuidado de acúmulo e preservação das cartas trocadas e de outros documentos que compõem os arquivos pessoais são processos de construção de identidade e de atos autobiográficos. Sendo a carta um instrumento de comunicação do espaço privado, imprime-se com força uma verdade do sujeito, na qual os relatos de experiências vividas ganham significado a partir de um projeto narrativo autobiográfico, assim como a visão de mundo de quem escreve é transmitida para todos os destinatários de sua rede de contato. Esta visão de mundo, na correspondência de Camargo Guarnieri, é parte integrante de seu projeto autobiográfico: sua formação como compositor do Movimento Modernista e seu compromisso com a produção artística nacional são os pontos centrais a partir dos quais o músico se vê e se faz visto, mas também são argumentos fortes nas discussões de combate contra as novas correntes estéticas que surgem na arte, em especial na música erudita, a partir dos anos 1950 no Brasil. Se considerarmos que o projeto autobiográfico de Camargo Guarnieri se funde e se mistura ao projeto identitário do movimento artístico do qual faz parte, seu arquivo pessoal – assim como os de outros intelectuais e artistas do período – pode ser considerado também uma coleção de documentos que construiu e levou para a posterioridade (quando adquirido pela instituição de custódia) a identidade do Movimento Modernista.
Palavra-Chave
Relacionado à Obra
Organizador(es)
Coleção (ões)
Edição
2ª. ed. revista e ampliada
Natureza
ISSN ou ISBN
978-85-65797-12-2
ISBN
978-85-65797-12-2
Sumário
Arquivos pessoais
Volume
2
Páginas
74-81
Ano
Categoria
Outro Idioma
Abstract/Résumé/Resumen
Mediante la experiencia de lectura y organización de la correspondencia del archivo personal de Camargo Guarnieri, el presente artículo trata de como la acumulación y cuidado de conservación de cartas intercambiadas y otros documentos que integran los archivos personales son procesos de construcción de identidad y actos autobiográficos. Una vez que la carta es un instrumento de comunicación en el espacio privado, se transfiere con fuerza en su texto la verdad del sujeto, donde las experiencias vividas adquieren significado a partir de un proyecto de narración autobiográfica y la visión del mundo del escritor se transmite hacia todos los destinatarios de su red de contactos. Esta visión del mundo, en la correspondencia de Camargo Guarnieri, es parte de su proyecto autobiográfico: su formación como compositor en el “Movimento Modernista” y su compromiso con la producción artística nacional son los puntos centrales en los cuales él se postra – para sí mismo y perante los otros. Pero son también fuertes argumentos en los debates de combate contra las nuevas corrientes estéticas que surgen en el arte, sobretodo en la música clásica de la década de 1950 en Brasil. Si consideremos que el proyecto autobiográfico de Camargo Guarnieri se funde y mezcla con el proyecto de identidad del movimiento artístico de lo que participa, podemos considerar que su archivo personal – así como de otros intelectuales y artistas de la época – son también una colección de documentos que construyeron y llevaron para la posteridad (cuando adquiridos por instituciones que custodia fondos de archivo) la identidad del “Movimento Modernista”.
