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Arquivo, universidade e memória institucional: um estudo de caso sobre o portal “UFF Memória Informação”
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Arquivo, universidade e memória institucional: um estudo de caso sobre o portal "UFF Memória Informação"
Resumo
O artigo pretende analisar o portal “UFF Memória Informação” resultado do projeto “Centro de Memória UFF”, para refletir sobre a relação entre o acervo custodiado na Coordenação de Arquivos da Superintendência de Documentação da Universidade Federal Fluminense e a memória institucional. Em 2011, o portal “UFF Memória Informação” foi desenvolvido como produto de projeto de extensão, com as finalidades de inventariar, reunir, sistematizar, produzir conteúdo e dar acesso aos documentos da memória institucional e coletiva da Universidade. O portal está estruturado a partir dos seguintes eixos temáticos: informação histórico-administrativa da Universidade, mapa com circuito de memória, linha do tempo e galeria multimídia. Neste último item, estão disponíveis fotografias, vídeos e áudios, acervo oriundo, em grande parte, da Coordenação de Arquivos. Em contraste a estes gêneros documentais digitalizados e acessíveis no portal, os documentos textuais não figuram nas possibilidades de pesquisa, tendo servido tão somente para subsidiar a pesquisa histórica do projeto, notadamente na seção informação histórico-administrativa e na linha do tempo. Diante disto, busca-se problematizar os usos do arquivo para a produção de conteúdo para o portal “UFF Memória Informação”, bem como o papel desempenhado pelos arquivistas neste processo. A partir de uma leitura crítica da Arquivologia e da função do arquivista, entende-se a difusão de arquivo como atividade e desafio contemporâneo ao exercício da profissão do arquivista. O texto irá se apoiar no referencial teórico de Terry Cook, em consonância com a corrente pós-moderna da Arquivologia. A partir das reflexões de Cook, busca-se compreender o arquivo não mais como um produto residual, estático, mas como agente ativo na composição de memórias organizacionais ou institucionais. Da mesma forma, problematiza-se o profissional de arquivo como mero guardião da memória, enfatizando seu papel de agente construtor dos processos produzidos no arquivo, conforme definidos por Cook. Entende-se o arquivista como um profissional que deve estar inserido ativamente nas atividades que envolvem os projetos de constituição da memória coletiva e social. O presente artigo pretende, portanto, localizar o papel da Coordenação de Arquivos nas ações desenvolvidas no projeto de memória institucional através do portal “UFF Memória Informação”. Mais especificamente, identificar os usos do arquivo e dos documentos arquivísticos no projeto memorial para compreender como o arquivo institucional foi acionado para a construção desta iniciativa memorialística. Inicialmente, apresenta-se a revisão bibliográfica sobre o tema memória institucional. Em seguida, contextualiza-se a criação do portal “UFF Memória Informação”, identificando os agentes, os discursos e os dispositivos de memória acionados no portal. O artigo conclui que o arquivo foi mobilizado de diferentes formas na produção de conteúdo para o site. No projeto do portal “UFF Memória Informação”, a atuação do profissional de arquivo apenas tangenciou a curadoria de conteúdo, limitando-se ao apoio à pesquisa. A despeito de sua centralidade para a memória administrativa institucional, o arquivo tem sido acionado de forma passiva no projeto. Ao final, indica as ações institucionais em vigor que apontam para a mudança de perspectiva na construção da memória institucional, na qual a Coordenação de Arquivos tende a capitanear o processo.
Palavra-Chave
Arquivologia > Arquivologia Pós-Moderna | Difusão > Difusão de arquivos | Memória > Memória Institucional | universidade pública
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Organizador(es)
Editora
Natureza
ISSN ou ISBN
978-65-991726-4-9
ISBN
978-65-991726-4-9
Sessão
Patrimônio, memória e documento
Páginas
1-10
