Resumo
O trabalho apresenta o resultado de uma prática de Gestão do Conhecimento (GC), as comunidades de prática, na construção de um instrumento arquivístico no âmbito da universidade. Considera as Comissões Permanentes de Avaliação de Documentos (CPAD) sob a ótica da Gestão do Conhecimento, estabelecendo uma relação entre esta área do conhecimento e a Arquivologia. Parte do entendimento de que o tema da gestão do conhecimento, em grandes organizações, sejam elas públicas ou privadas, tem crescido de interesse com o aumento da quantidade de informações e de sua complexidade. Em continuidade, as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) podem, e devem fazer uso da gestão do conhecimento, baseadas na premissa de que ela não é apenas uma troca de informações entre pessoas, e sim um processo sistemático de compartilhamento do conhecimento e, por conseqüência, também apresenta planos em relação à transferência do conhecimento. Por fim, elege uma das práticas mais difundidas de GC, as comunidades de prática, para examinar as CPADs, em particular, a Comissão Permanente de Avaliação de Documentos da UFRGS, na construção de um dos instrumentos arquivísticos de maior impacto sobre as organizações: a Tabela de Temporalidade Documental. Por fim, conclui que as técnicas utilizadas pelas comunidades de prática têm aplicação efetiva sobre o desenvolvimento e o desempenho das Comissões.