As redes sociais, tais como os arquivos, carregam consigo o que consideramos uma “estrutura de teia”, um emaranhado orgânico que continuamente tece e desfaz os espaços que povoam e são povoados. Este trabalho tem como objetivo refletir sobre o papel das instituições arquivísticas na preservação das informações publicadas por e em redes sociais. Foi realizada uma pesquisa exploratória, de caráter qualitativo, a partir de análise documental. Considerando que as discussões em torno do uso e preservação de redes sociais deve integrar a construção de políticas de informação, foram analisados guias e manuais de boas práticas para o uso de redes sociais pelo governo federal e resoluções do Conselho Nacional de Arquivos que disciplinam e estabelecem requisitos mínimos para a preservação de mídias sociais. Concluiu-se, dessa forma, a necessária comunicação entre instituições arquivísticas e produtores para se construir políticas de informação que atuem desde o uso de redes sociais até a seleção e preservação dos documentos e informações ali produzidos e disponibilizados.