Trata-se do uso das inteligências artificiais na contemporaneidade arquivística, considerando os impactos no desempenho das funções do profissional da informação, em especial, aquele que atua nos arquivos. Nesse contexto, objetiva-se discutir possibilidades de epistemicídios e de tecnocídios decorrentes do uso de inteligências artificiais generativas nas instituições arquivísticas. Discute-se, em particular, o epistemicídio, a partir de uma revisão de literatura, com abordagem qualitativa e analítico-subjetiva. A emergência do uso de chatbots e da geração de linguagem algorítmica, mediados pelos recursos tecnológicos digitais, apresenta potencialidade do esfacelamento do pensamento. Longe de neutralidade, em sua funcionalidade básica, essas tecnologias podem atentar contra alguns princípios da Arquivologia e contra algumas funções arquivísticas. Considera-se que o uso indiscriminado dessas inteligências e de seus variados espécimes podem causar silenciamentos de povos subalternizados e tecnocídios referentes às atividades arquivísticas.