Resumo
O presente artigo objetiva, a partir do contexto do Meio Técnico-Científico-Informacional, discorrer acerca do Arquivo Comunitário enquanto unidade cultural e inovação de caráter inclusivo e decolonial. Caracteriza-se como uma pesquisa básica, voltada ao desenvolvimento e aprofundamento do conhecimento, de base exploratória qualitativa, centrada exclusivamente no desenvolvimento de uma revisão de literatura narrativa, tendo em vista a natureza dos assuntos que necessariamente precisariam ser estudados e relacionados. Ao defender um cenário de Globalização Solidária, ressaltam-se os Arquivos Comunitários como potentes agentes, considerando que salvaguardam a diversidade de memórias, buscando a maior representatividade dos grupos sociais. Ao articularem informação, cultura, memória e inovação, são capazes de contribuir no desenvolvimento solidário da sociedade. Deste modo, Arquivos Comunitários, enquanto agentes de Globalização Solidária e de inovação decolonial, podem ser otimizados a partir de preceitos e orientações da Organização das Nações Unidas, em especial, objetivando atender aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Admite-se que a Ciência da Informação e a Arquivologia em um movimento interdisciplinar nos estudos informacionais são a força necessária para a articulação e diálogo entre os elementos mencionados, visando resguardar os princípios de humanidade, ética, inclusão, respeito e decolonialidade.